sábado, 8 de maio de 2010

Romero Britto

Nascido no Recife, Pernambuco, em 06 de outubro de 1963, no Brasil, aos oito anos começou a mostrar interesse e talento pelas artes. Com muita imaginação e criatividade, pintava em sucatas, papelão e jornal. Sua família o ajudava a desenvolver seu talento natural, dando-lhe livros de arte para estudar. “Eu ficava sentado e copiava Tolouse e outros mestres dos livros, por dias e dias.“

Aos 14 anos fez sua primeira exibição pública e vendeu seu primeiro quadro à Organização dos Estados Americanos. Embora encorajado por este sucesso precoce, as circunstâncias modestas de sua vida o motivaram a estabelecer metas e a criar seu próprio futuro. “Na condição de criança pobre no Brasil, tive contato com o lado mais sombrio da humanidade. Como resultado, passei a pintar para trazer luz e cor para minha vida.“

Romero Britto

Freqüentou escolas públicas, recebeu bolsa de estudos para uma escola preparatória e aos 17 anos entrou para a Universidade Católica de Pernambuco, no curso de Direito. Viajou para a Europa para visitar lugares novos e ver a arte que só conhecia nos livros. Durante um ano pintou e exibiu seus trabalhos em vários países como Espanha, Inglaterra, Alemanha e outros. Quando retornou ao Brasil, seu desejo de ter contato com o mundo ficou ainda mais forte, queria continuar a viajar e mostrar sua arte. Com isso, desistiu do curso de Direito e decidiu ir visitar um amigo de infância, Leonardo Conte, que estava estudando inglês em Miami, nos Estados Unidos.

Lá se deu conta que tinha muita empatia com o ritmo acelerado do “american way of life“. A diversa paisagem cultural e a beleza tropical o fizeram lembrar do Brasil. Fez de Miami, então, sua residência permanente.



Trabalhou como atendente em lanchonete e lava-rápido, como ajudante de jardineiro e caixa de loja. Durante esse percurso, ele fez muitas amizades e através desses amigos conheceu Cheryl Ann com quem se casou e teve um filho, Brendan Britto.

Durante o processo de busca de uma galeria onde pudesse expor sua arte, Romero começou a mostrar seu trabalho nas calçadas de Coconut Grove, na Flórida. Depois chegou até a Steiner Gallery, em Bal Harbour, também na Flórida.

Foi nessa galeria que Berenice Steiner e Robyn Tauber começaram a vender seus trabalhos a entusiastas da arte do mundo inteiro.

Nesse período, Romero iniciou uma parceria com uma loja que vendia móveis artísticos em Coral Gables, Coconut Grove e Bayside Marketplace, em Miami. Estas lojas começaram a vender suas obras. Sr. Mato, o dono das lojas, ficou tão entusiasmado com as vendas das obras do jovem Romero que decidiu assinar um contrato de aluguel de curto prazo, no então famoso Mayfair Shops, em Coconut Grove.
Romero Britto

O local a ser alugado era anteriormente um salão de beleza e o Sr. Mato decidiu não renovar o contrato, de tal modo que as obras de Romero Britto foram sendo mostradas entre os equipamentos do salão. Assim se formou o estúdio de Romero. O Sr. Mato deu ao artista a oportunidade de manter a loja até o termino do período de locação. Após o encerramento desse período de 4 meses, Romero assumiu a locação e manteve seu estúdio em Mayfair Shops por 6 anos.

Romero Britto

Foi no estúdio de Mayfair que Michael Roux, então Diretor Presidente da Absolut Vodka, convidou Romero para criar uma pintura para ser usada em uma nova campanha publicitária da vodka. Trabalharam nesta campanha artistas pop muito conhecidos e conceituados como Andy Warhol, Keith Haring, Kenny Scharf e Ed Ruscha.

Romero Britto foi o quinto artista a ser contratado pela Absolut Vodka. Os anúncios publicitários apareceram nas mais importantes revistas da América. Foram 62 publicações nos Estados Unidos. Essas publicações foram distribuídas ao redor do mundo muito rápido e foram vistas por milhares de pessoas.

Seguindo a trajetória da Absolut, empresas de renome como a Grand Manier, Pepsi Cola, Disney, IBM e outras interessadas em cultura popular passaram a incorporar as pinturas de Romero Britto em seus projetos especiais.

Ao longo desses anos, Romero tem dedicado seu talento, sua arte e sua energia a muitas causas filantrópicas. Usando sua capacidade e influência, oferece oportunidades de arrecadação de fundos para importantes e respeitáveis organizações em vários países.

Como indicação da minha parte, existe um site estrangeiro a ARTSY onde aborda muitas informações valiosas sobre o artista e obras de artes espalhadas pelas galerias do mundo. Clique no link ao lado para análise ARTSY - ROMERO BRITO

VÍDEO - ROMERO BRITO

Romero Britto

Os Gêmeos

Os Gêmeos, são uma dupla de irmãos gêmeos grafiteiros de São Paulo, nascidos em 1974, cujos nomes reais são Otávio e Gustavo Pandolfo. Formados em desenho de comunicação pela Escola Técnica Estadual Carlos da Campos, começaram a pintar grafites em 1987 no bairro em que cresceram, o Cambuci, e gradualmente tornaram-se uma das influências mais importantes na cena paulistana, ajudando a definir um estilo brasileiro de grafite.

Os trabalhos da dupla estão presentes em diferentes cidades, nos quatro cantos do planeta: EUA (Nova York, Los Angeles, São Francisco), Austrália, Alemanha, Portugal , Itália, Grécia, Espanha, China, Japão, Cuba, Chile e Argentina.

Os temas vão de retratos de família à crítica social e política; o estilo formou-se tanto pelo hip hop tradicional como pela pichação

Os Gêmeos


Otávio e Gustavo começaram a grafitar no final dos anos 80 , no bairro do Cambuci (zona sul de São Paulo), onde nasceram. Eles militavam no movimento hip hop, quando este alcançava o auge no Brasil. Além de grafitar, a dupla percorria a cidade fazendo apresentações de break (modalidade de dança de rua que, juntamente com o rap e o próprio grafite, são marcas do movimento nascido nos EUA, na década de 70). "A gente frequentava a Estação São Bento (do Metrô), que na época era o ´point´ dos caras que curtiam hip hop", conta Gustavo.

Os irmãos fazem questão de deixar claro, contudo, que, do final dos anos 80 para cá, apesar de continuarem a participar de eventos ligados ao hip hop, seu vínculo com o movimento mudou radicalmente. "A gente conhece bastante a cultura, teve uma ligação forte. Então, de vez em quando, acontece um convite assim. Mas, hoje em dia, nosso trabalho não tem nada a ver mais com o hip hop".

Os Gêmeos


Um olhar um pouco mais atento permite concluir que o grafite feito hoje por Otávio e Gustavo mantém poucas semelhanças com aquele que ainda dá sinais de beber da fonte dos precursores : os "manos" afro-americanos que se criaram no Bronx. Essas diferenças entre estilos costumam vir à baila na sempre revigorada polêmica "grafite x pichação". Controvérsia na qual Os Gêmeos preferem não jogar lenha. "A gente já não aguenta mais responder perguntas do tipo ´qual a diferença entre grafite e pichação?´ Isso não importa", dispara Gustavo.

O nível de elaboração e a riqueza de detalhes dos murais grafitados pelos gêmeos vêm, segundo eles, de uma obsessão pela prática do desenho. Eles contam que nunca fizeram um curso. O estudo, ainda hoje, acontece em casa. "A gente sempre estudou, desde pequeno: desenho, desenho, desenho".

Foi justamente essa aplicação que ajudou a forjar o estilo de Os Gêmeos. Para eles, as principais características de seu trabalho vêm da maneira como o desenho é feito: "O jeito de a gente usar o spray, a linha, o contorno...", explica Gustavo. "A gente faz fininho -- isso também é estilo nosso".



A preocupação com detalhes fica evidente também na criação dos trajes de seus personagens."A estampa das roupas também é uma característica que a gente tem". Os personagens, mostrados em situações que ora parecem saídas de sonho, ora da dura realidade brasileira, são todos revestidos de um lirismo sem paralelo nesse tipo de manifestação artística.

"O que a gente quer, o jeito como filtra as informações, a gente coloca através dos personagens".

Quando o assunto se aprofunda na questão das influências artísticas, ambos preferem não citar nomes. "Acho que começam com a arte brasileira, a cultura popular brasileira", revela Otávio, "e vão até tudo o que a gente sonha, vê, sente, ouve".

Os Gêmeos


Os Gêmeos


Quem não tiver a oportunidade de estar em São Paulo para ver a exposição d´Os Gêmeos, nem puder explorar a cidade para descobrir a marca deles impressa nos muros, há outras alternativas para conhecer um pouco mais da arte desses paulistanos. Uma delas é folhear o livro inglês Graffiti Brasil (Org.: Tristan Manco, Caleb Neelon, Ignácio Aronovich e Louise Chin - Ed. Thames & Hudson).

Outra opção é visitar o site Flickr, onde fãs dos irmãos espalhados pelo mundo (fotógrafos amadores e profissionais) publicam imagens de instalações e muros grafitados pela dupla de artistas quando em passagem por suas cidades . O endereço é : http://www.flickr.com/groups/osgemeos/ .


OS GÊMEOS//GRAFITEIROS//THE TWINS//GRAFFITI

CHIVITZ


Há mais de dez anos intervindo na rua como artista urbano, Chivitz cravou seu nome no cenário artístico-underground de São Paulo através de seus trabalhos intrinsecamente relacionados ao graffiti e à tatuagem. Criador de uma linguagem híbrida que vagueia entre estes dois campos da pintura e se instala em suportes variados, o artista apresenta trabalhos dotados de estética inconfundível, marcada pelo uso das cores lilás, cinza, preta, branca e magenta. A originalidade de seu estilo é resultado de sua vivência na atmosfera urbana do Skate e do Hip Hop e de outras interfaces da cidade, instigando sua mente criativa o tempo todo.

CHIVITZ


Desde o início de suas atividades como grafiteiro, suas obras estiveram voltadas para o estilo figurativo de pintura, no qual predominam bonecos assombrosos e figuras fantasmagóricas dotadas de feições humorísticas e sarcásticas. A aparência aparentemente tranqüila e pacata de seus personagens é facilmente posta em questão a partir de suas expressões faciais e corporais, que revelam personalidades carregadas de uma malícia tenebrosa, particular ao universo da rua.

Há nitidamente em seus trabalhos um jogo de opostos traduzidos ora pelas cores utilizadas, ora pela temática das obras. A cor preta representa uma negatividade depressiva e opressiva responsável por reforçar o universo sombrio das personagens.

CHIVITZ


CHIVITZ


Em contrapartida, o uso do violeta e do lilás reequilibra o cenário e purifica os espíritos das personagens. A temática de suas obras é também permeada por dois tipos de realidade, a primeira, de caráter onírico no qual os personagens se instalam em cenários psicodélicos e se encontram em situações irreais, e uma segunda que corresponde à realidade mundana, cercada de elementos concretos do cotidiano. Esta estética traduz um universo mortiço, porém animado, capaz de arrancar sorrisos do público.
Chivitz demonstra talento nas diversas vertentes estéticas do graffiti, desde seus bombs, caracterizados com símbolos próprios enunciando “Chiv” até a produção de painéis de grande extensão. O artista mostra-se inovador também no que diz respeito à tipografia de seus trabalhos, cujas letras possuem raízes no graffiti tradicional e na pixação paulistana.

CHIVITZ


Eu em uma das exposições de CHIVITZ


Seus trabalhos também podem ser contemplados em galerias de arte urbana, dispersas pela cidade. As performances do artista ganharam notoriedade em outra esfera artística, o cinema, no qual vem atuando como personagem de grande destaque nos recentes filmes nacionais: “O Magnata” e “Inversão”, ou ainda no internacional “Blindness” com estréia ainda indefinida. Suas participações em vídeo se desdobram para a série autoral de “Os Queixeiras”, na qual é diretor, editor e produtor. O seriado trata com humor algumas situações do cotidiano vivenciadas por parceiros do graffiti, e narradas por seus respectivos rostos colocados de ponta-cabeça no vídeo e ilustrados pelo próprio artista.

Chivitz na Galeria Choque Cultural

Titi Freak

Hamilton Yokota (mais conhecido por Titi Freak) nasceu em 1974. É paulista de ascendência nipônica e mistura bem o espírito espontâneo dos brasileiros à estética disciplinada dos japoneses. Autodidata, trabalhou dos 13 aos 20 anos no estúdio Maurício de Souza. Especialidades: Pintura, desenho, instalação e arte urbana. Referências: Iô-iô, mangá, animê, ilustração, moda, cultura pop japonesa, tatuagem, cultura urbana, graffiti e botecos.

Titi Freak

Desenhava muito desde pequeno, sua mãe, percebendo o talento do filho, o encaminhou para um importante estúdio comercial de quadrinhos, 'Maurício de Souza', produtor brasileiro de inúmeros best sellers do gênero. Desde então, o senso de estilo, a habilidade como ilustrador e o profissionalismo adquiridos, o manteve sempre em atividade, trabalhando como designer gráfico e ilustrador. Colaborou intensamente com várias agências de publicidade e muitas marcas como Adidas, Eckó e Nike.

Nike Sportswear - Pinheiros


Titi Freak conheceu o graffiti em 1995 e percebeu que a cidade era o ambiente ideal para se livrar das amarras e vícios que os anos de briefing haviam impingido ao seu trabalho. Nas ruas de São Paulo, Titi Freak pode integrar a excelência técnica do seu desenho ao espírito de improvisação que a cidade impõe. A troca foi justa: Titi soltou o traço enquanto o graffiti paulistano ficou mais sofisticado. Titi Freak é um artista que se deixa influenciar pelo imaginário da moda, dos quadrinhos e mangás, da low brow art e da cultura japonesa em geral, mas também presta atenção em Matisse, Picasso e Portinari, alguns de seus ídolos na pintura.

Titi Freak


Titi Freak


Eu em uma das exposições do Titi Freak


Essa mistura de referências, bem contemporânea e pop, confere à sua obra muito carisma e empatia com o público de várias idades e procedências. Impressiona a habilidade com que o artista explora os vários suportes tão díspares quanto os gigantescos murais públicos e os pequenos desenhos em miniatura. Na verdade, o artista aproveita muito bem as diferenças de linguagem, escala e tratamento que imprime às suas obras, na intenção de envolver a audiência e provocar fortes emoções.

Titi Freak's Book


Titi mandando um grafite no Rio e festa de lançamento do livro Freak!

Titi Freak